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sábado, 13 de novembro de 2010

Next station: Dreamland

Nesse blog, promessa é dúvida, mas nesse caso será cumprida. Depois de muito suspense, reflexão e um constante questionamento se deveria abrir esse tipo de coisa no blog, finalmente abro o jogo no assunto mais bombástico do Misadventures Down Under: dormindo nas sarjetas de Sydney!

Quando cheguei aqui, fiz uma puta propraganda do transporte público, de como podia voltar pra casa de madrugada sem a menor preocupação, com todo o conforto e comodidade que a terra dos cangurus oferece. Pois eis que um dia, depois de uma baladinha no Cargo Bar (guardem o nome do lugar, ele será muito importante mais pra frente), Clarice, Josi, Fernanda, Raphael e eu fomos serelepes para a Wynyard Station pegar nosso trem pra casa. Qual foi a nossa surpresa ao perceber que não tinha trem nenhum?


*BOOM*

Em defesa do governo, até que nós tínhamos a opção de voltar para casa na linha de ônibus noturnos, que para em basicamente todos os pontos da cidade e demora módicas 15 horas. Tendo em mente que em duas horas a estação abriria novamente, decidimos esperar por lá mesmo e, como bom brasileiros, acabou rolando o momento "dormir na sarjeta". Josi e KK foram as que se sentiram mais confortáveis nessa situação, como vocês podem conferir nas reveladoras imagens abaixo:


Como fui o único a não dormir no local (Fê clama só ter fechado os olhos por um longo tempo, mas sei não), não quis ficar atrás e completei o meu ritual de uma forma ainda mais ousada: dormindo pra ser expulso da balada! Quem já ouviu o final do S.A. Cast 2x05 já teve um aperitivo dessa história edificante, mas aqui eu pretendoexpor todos os detalhes desse escândalo austraiano!

Ok, não foi nada demais. Na segunda vez que fomos ao Cargo Bar (sempre o Cargo Bar) numa festa da escola, o negócio ficou meio miado e eu, de brincadeira, avisei ao pessoal que ia deitar nos pufes que estavam vagos. Daí Josi (sempre Josi) deitou do meu lado e dormimos profundamente por 10 minutos, até um segurança aparecer desesperadamente gritando "LET'S GO HOME!!!" e nos apontando a saída como se estivéssemos perturbando a paz do lugar como verdadeiros baderneiros. Vá lá, eu sei que não é muito bom pra imagem de uma festa ter gente dormindo, mas precisava desse escândalo todo?


Pra terminar em grandíssimo estilo, a moça da saída ainda sorri e diz "bye, have sweet dreams", ao que eu respondo com "thank you, see you next week". Mais uma típica, habitual e comum noite em Sydney.

sábado, 9 de outubro de 2010

These boots are made for walking

Sei que é cedo pra comemorar qualquer mudança ou realização pessoal provocada pela viagem, mas fiquei realmente chocado com o que aconteceu hoje. Consegui comprar o maldito ticket (31 dólares pra pegar o trem que eu quiser durante 7 dias, aparentemente pra pegar o bus e a ferry junto é mais caro), me aventurar pelas estações (mas não fui a Kings Cross, sorry fãs de Harry Potter) e chegar à minhaescola, o que tira da minha lista de preocupações não conseguir chegar nela segunda-feira E ainda me dá um domingo de folga pra explorar mais livremente a cidade. Tudo isso com uma anotação breve do percurso tirada do site da Cityrail e um mapa na mão. Quando na vida eu imaginei que saberia usar um mapa? Eu disse que estava chocado.

Verdade seja dita, a minha leitura demapas é até mais acurada que o Cityrail, que me mandou descer na Town Hall Station, fazer uma longa caminhada pela rua George (nome do meu irmão) até o cruzamento com a St King e finalmente, York Street, que também tive que atravessar inteira até encontrar o prédio da ACE. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que justamente ao lado da ACE havia outra estação, a Wynyard? Eu podia ter facilmente pego outro trem da Town Hall pra lá e economizado a caminhada, mas de qualquer forma foi bom pro mapinha entrar na minha cabeça.

Curiosidades e inutilidades da Austrália
  • As coisas na City são bem diferentes do pacato bairro de Kogarah, onde eu estou. Hungry Jacks (também conhecidos como o Burger King daqui) brotam em cada esquina, assim como Starbucks e orientais apressados.
  • Também fiquei admirado com a quantidade de casais gays andando de mãos dadas e até abraçados na rua sem chamar nenhuma atenção dos passantes. Muito bem, Austrália!
  • Mesmo que eu economize a caminhada com a facilidade dos trens, a cota de exercício está garantida com a quantidade de escadas que você tem que atravessar em cada estação para mudar de plataforma. Mesmo assim, o sistema de transporte é impecável e a pontualidade com que os trens chegam, impressionante.
  • Esse moço aí vestido de bota gigante é uma verdadeira atração na rua, cumprimentando todo mundo com high fives e tentando convencer alguém a entrar na loja de sapatos que o contratou. Eu prometi que voltaria lá quando pedi pra tirar a foto e embora não esteja atrás de sapatos, até penso em cumprir a promessa só pela simpatia do botão.