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domingo, 27 de março de 2011

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei...


E eu divagava sobre a relatividade do tempo ao completar um mês de Austrália. Agora falta menos de um mês pra voltar e o tempo pra divagar sobre o tempo fica cada vez mais escasso. Preciso aproveitar o máximo possível, mesmo que o tempo (nesse caso, no sentido de clima mesmo) fechado não ajude e as saudades do Brasil já comecem a embaralhar minha cabeça.

Como sempre, a minha vontade é de falar muito e a minha organização de ideias é pouca, então vou poupar o tempo dos leitores (vocês ainda existem?) com um resumo dos lugares e acontecimentos interessantes que ainda não relatei no blog.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Welcome to the Oprah House!

Percebi que nunca falei detalhadamente do Opera House no blog, como prometi que faria a primeira vez que mencionei o local. Verdade seja dita, faz tanto tempo que provavelmente ninguém se lembraria se eu não mencionasse, mas gosto de deixar claro que eu tardo, mas não falho. Ou talvez falhe, porque esse post não é necessariamente sobre o teatro mais famoso de Sydney, mas em grande parte diz respeito a ela... A Marcia Goldsmitch americana, a deusa de ébano das multidões, a multifacetada e antiaderente... Oprah Winfrey!

 (Barulho de grilos)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Kangaroos, flying foxes and feeling different

Nada como fazer coisas diferentes pra se sentir diferente. Depois do meu papo sobre viagem se tornar rotina depois de um mês, percebi cada vez mais aquele sentimento de descoberta e novidade se perdendo, mas com uma simples conversa com meus sábios pais, percebi que não era a cidade e nem a rotina que estava limitando nada disso. Era eu.

Com isso em mente, arregacei as mangas e fui atrás do símbolo-mor da Austrália, aquilo que todos acham que pulula de um lado para o outro nas ruas (e em alguns lugares é até verdade), mas que cometi o sacrilégio de ficar 2 meses aqui e não conhecer: cangurus! E devo dizer que conheci tantos diferentes que fiquei até atordoado, do mais bonitinho, ostentando orgulhosamente o filhote na bolsinha, até os mais acabados e fedorentos, passando até mesmo por um canguru albino (mas não vesgo).

Vi, toquei, cheirei (não tinha muita opção), alimentei e tirei milhões de fotos, porque afinal já me sinto na rotina, mas sou turista e preciso me comportar como tal. Pra quem quiser a dica de um lugar realmente muito bacana pra interagir com os animais dessa forma, o zoológico é o Featherdale Wildlife Park, um pouco distante da City (1 hora de trem), mas uma experiência que vale muito a pena!


Leo, Aki, Tamara e eu nos preparando pra conhecer a canguruzada

Já ouvi muitos comentários revoltados de pessoas sobre o Taronga Zoo, que é um zoológico mais tradicional (mas que farei questão de ir mesmo assim) e cobra fortunas pra tirar foto com os bichinhos. Em Featherdale não: os cangurus estão lá passeando nos seus pés, as emas podem te bicar a qualquer minuto e os coalas se enroscam, fazem gracinhas e até mesmo posições comprometedoras a poucos centímetros de vocês. Pavões pulam de suas jaulas e direção a você, o diabo da Tasmânia faz suas frenéticas voltas no melhor estilo Taz e os pinguins te fazem inveja mergulhando no laguinho para se refrescar com a maior pose. E a  variedade nem acaba por aí, já que tem raposas voadoras (ME-DO!), aves que nunca imagine iexistirem na vida e, só para dar aquele clima de fazenda, ovelhas, bodes e galinhas!


Raposas voadoras! *BOOM*

Aki e eu tentando manter o Jeff acordado

Jeff não me dando a mínima

Patos e galinhas, homenageando Friends!

Jack arrasando no carão!

Mas o mais bizarro mesmo é ver a atenção que as pessoas dão ao Dingo, uma sub-espécie de lobo que não vive em grupos (ou seja, o verdadeiro lobo solitário) e que tem até livros de suspense sobre ele sendo vendidos na lojinha de presentes, quando na verdade não parece nada mais do que um cachorro normal. Quer dizer, raposas voadoras passam despercebidas porque são muito comuns, e um cachorro chama toda a atenção! Mais uma coisa pra lá de diferente na Austrália. Mais um motivo pra reacender o meu sentimento de descoberta e novidade. E viva a vida selvagem!


Coalas chocando a comunidade cristã (clique, amplie e se choque você também!)

PS: mais um batalhão de fotos, inclusive do cachorro-Dingo e do canguru albino após o break!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Darling Harbour, my darling


Rapha, KK, Josi e eu refilmando Chiquititas em Darling Harbour

Quando cheguei na Circular Qy, estação que dá acesso à Opera House e Harbour Bridge, liguei pra casa e disse pra minha mãe que estava no lugar mais bonito que já vi na minha vida. Bem, isso mudou drasticamente que conheci Darling Harbour.

Pra quem é de Brasília, uma maneira fácil de imaginar o lugar: pegue o Pontão, meu lugar favorito da minha terra seca e multiplique a beleza e o número de atrações por pelo menos 50. Tem de tudo, de barzinhos e baladas, passando pelo Aquarium e pelo Wild Life, um pequeno zoológico com cangurus e coalas socializando livremente (ambas as atrações que eu vou deixando pra depois, mas estou muito ansioso pra ir) e finalmente o maior IMAX do mundo, onde assistirei Harry Potter me sentindo dentro de Hogwarts. Sou nerd mesmo, não me julguem!
Rapha, Clarice, Josi, Fê, Evan e Damien fazendo graça antes da nossa noitada no Cargo Bar
(também conhecido como aquele de onde fui expulso por domir)

Bem, voltando a Darling Harbour, o sentimento de "Pontão" fica ainda mais acentuado porque é tudo em volta do lago, dá pra ir pra lá até de ferry (mas eu não preciso, já que estou morando a dois passos de lá). Tem museu maritmo, fontes por todo lado, roda gigante, jardim chinês e aqueles monumentos adoravelmente esquisitos que só australianos poderiam pensar. As fotos estilo "Olimpíadas do Faustão" do post anterior são de lá, assim como as dos fogos de artifício inesperados que vi depois do passeio na China Town e todas desse aqui, em diferentes momentos de minha vivência como sydneysider.

Josicreide e a roda gigante

Renata e eu pagando de turistas no jardim chinês

Grudados desde o aeroporto de Guarulhos

Darling Harbour é perfeito porque serve pra todas as situações. Vou sozinho pra refletir sobre a vida, observar a paisagem maravilhosa ou simplesmente bater perna quando não tem o que fazer. Acompanhado para conhecer os barzinhos, as festas e as tentadoras lojinhas do DH Shopping. Isso sem contar nos artistas de rua que estão sempre por lá fazendo seus malabarismos com fogo, engolindo balões ou se espremendo em caixinhas de vidro que mal cabem um insento, que dirá uma pessoa... Mas isso é assunto pra outro post, com direito a vídeos desse pessoal que arrisca a vida para depois passar o chapéu pedindo umas moedinhas. Nada muito diferente do Brasil, exceto que aqui você realmente para, assiste o "espetáculo" e realmente acha que aquilo valeu o seu tempo e seus trocados.

Circles of Water 

Em resumo, se você virá, pretende vir, já está aqui e ainda não conhece ou mesmo quer sonhar com um lugar pra conhecer um dia em Sydney, fica aí minha sugestão. Darling Harbour, o meu paraíso particular na Austrália!


Fê com seu drinque misterioso, eu na caipirinha, Josi pela primeira vez na vida sem bebida!

Josicreide e seus dois maridos

KK ameaçando se jogar!

That's all, folks!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Is this art? I think it is!

Esse é um post contemplativo, o que é uma forma mais bonita de dizer que vou enchê-lo de fotos, simplesmente porque o lugar merece ser amplamente exposto e, como já diria o velho clichê, uma imagem vale mais do que mil palavras. Imagine quanto valem várias imagens?
Churrasco em Bronte

Meu harém

Basicamente, foi com essas paisagens que passei o meu domingo... Tanto lugar feio, né? Fui na hora do almoço para um churrasco com a Aki, brasileira que também conheci no voo e estuda na minha escola, mas no período da tarde, o que nos fez sair juntos pela primeira vez só agora. Aki é a companheira perfeita para passeios que envolvem tirar fotos, porque se empolga e interage com a paisagem da mesma forma que eu, então esperem esse batalhão de imagens toda vez que nos encontrarmos!

Ah, claro: as esculturas são parte do projeto Sculpture by the Sea (vejam o site, tem fotos ainda mais bacanas), que sempre faz exibições em cenários naturais e dessa vez está no caminhada costal que começa em Bondi e segue para Tamarama e Bronte Beach. Simplesmente um programa imperdível, que eu pretendo fazer várias e várias vezes, como já diria Vanessão!

Por hoje é só, pessoal!